A ACENDER A PAIXÃO PELA BATERIA E PERCUSSÃO EM PORTUGAL

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  • José Luís Dias

Mobydick Records - "Michael Lauren vem contribuir para o sector mais jazzistico da editora"


A Mobydick Records é a entidade por detrás do processo de gravação do novo álbum de "The Michael Trio" e neste DIa Internacional do Jazz, abrimos o nosso espaço para sabermos o outro lado deste disco e desta gravação.


Pelas palavras de Budda Guedes, eis a entrevista completa em baixo:


Foto de Nico Guedes / Mobydick Records


[LD]: Começamos a falar um pouco sobre a “cadeia de gravação”. Como foi gravar as performances de um baterista tão renomeado como Michael Lauren e o seu trio?


É sempre um prazer ter o Michael nos estúdios da Mobydick Records. Já não é a primeira vez que o Michael grava connosco, pelo que o processo é super simples. Um par de Overheads Beyerdynamic m130 em Blumlein captam 90% do som do Kit. Depois um reforço de um Sennheiser e604 na tarola, um Beyerdynamic TG88 no bombo e um Shure Green Bullet em cima do casco do bombo para os sons mais lofi.

Usamos também um sontronics Sigma 2 distante para captar tanto a sala como o contrabaixo.

[LD]: Quais foram os principais desafios neste trabalho especificamente?

"Não lhes chamaria desafios mais sim direcções. O objectivo foi colocar o ouvinte no meio da sala como se estivesse a assistir em directo ao concerto do trio"

[LD]: Porque Michael Lauren, no vosso repertório de artistas? Qual a principal razão para o convite para este registo ao vivo nas vossas instalações?

"A Mobydick Records é uma editora cooperativa que procura criar uma série de sinergias entre todos os seus artistas. O Michael Lauren vem contribuir para o sector mais jazzistico da editora, abrindo portas mais específicas para todos os outros artistas. Por sua vez beneficiará das portas já abertas noutros circuitos por Budda Power Blues, e Trio Pagú, bem como por Rockin' gina & The Sentinels."

[LD}: Quantos e quais microfones foram usados na captação da bateria? Usaram ou costumam usar algum técnica “não usual” de captação?


"Um par de Overheads Beyerdynamic m130 em Blumlein captam 90% do som do Kit. Depois um reforço de um Sennheiser e604 na tarola, um Beyerdynamic TG88 no bombo e um Shure Green Bullet em cima do casco do bombo para os sons mais lofi."


Usamos também um sontronics Sigma 2 distante para captar tanto a sala como o contrabaixo.

[LD]: Para percebermos um pouco do vosso percurso, e também os leitores conhecerem o vosso trabalho… Como surgiu a Mobydick Records?


"A Mobydick Records surgiu da vontade de podermos editar a nossa música como artistas, sem qualquer restrição comercial ou estética. Assim assumimos as rédeas de todo o processo permitindo aos nossos artistas tomarem as decisões que pretenderem, lançar discos quando bem entendem com a duração que preferirem. É uma editora de músicos para músicos e que visa também criar conteúdo artístico relevante, imprimindo um cunho estético e um selo de garantia. Todas as bandas gravam ao vivo no estúdio, de forma a captar o espírito e o som de cada colectivo. Olhamos para uma banda/colectivo como um instrumento, não sendo de todo possível dissociar as partes umas das outras.

Por outro lado, unindo vários artistas, garantimos sempre mais possibilidade de sinergias e , maiores possibilidades de agendar concertos."

[LD]: Deveria um motivo de orgulho para nós, ter artistas e valorizar a presença de artistas de renome como Michael Lauren em Portugal. Como descrevem o estado atual do panorama musical do nosso país?


"Julgo que a música feita em Portugal nunca foi tão boa como nos dias em que vivemos. Seguramente há muita música mainstream com a qual não nos identificamos de todo, mas o nível de produção

nacional está de excelente saúde e há mais e mais artistas de altíssima qualidade.

Apenas gostaríamos que os concertos traduzissem mais a nível de artistas que temos. Infelizmente não é nada fácil para uma banda emergente, começar a marcar concertos, ou organizar uma tour propriamente dita."






[LD]: O resultado superou as vossas expectativa como produtores musicais? Como músicos...e Nico, como baterista, como vêm/vês o resultado final?


"O resultado está ao nível das nossas expectativas. sabíamos que poderíamos contar com uma excelente performance do trio do Michael Lauren, e não foi menos do que isso que obtivemos. Gostamos tanto que decidimos editar disco e incorporar o Michael no nosso catálogo."

[LD]: Qual a música que mais vos surpreendeu pela sua composição? Quais são os principais aspetos que destacam neste trabalho?


É difícil de escolher e todos teremos uma diferente. A Minha favorita (Budda) é a Biji.

[LD]: O que vem a seguir para a Mobydick? O que vem a seguir para a Alex, Budda e o Nico?


A seguir vem o novo disco de Trio Pagú "Saudades Suas", que sairá em Maio. Durante o ano de 2022, Budda Power Blues irá lançar alguns singles novos e Nico Drums & Blues irá também lançar disco no Festival Nova Arcada Braga Blues, com 3 convidados super especiais (Michael Lauren, Alexandre Frazão e Mário Costa) teremos também o festival Internacional Nova Arcada Braga Blues, que este ano assinala a sua 5ª edição e que é produzido pela Mobydick Records. Concertos a 16 e 17 de Julho e mais tarde a edição de Inverno de 30 de Outubro a 12 de Novembro.




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