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A ACENDER A PAIXÃO PELA BATERIA E PERCUSSÃO EM PORTUGAL

  • Renata Pinho

João Pinheiro, de Cassete Pirata, segue a performance com paixão e garra

Já perto das 22h, prontos para o concerto de Cassete Pirata, a entrada do Music Box, em Lisboa, mostrava-se cheia. A vontade fez-se sentir antes de ainda começar a atuação, por espectadores ansiosos, criando filas em torno da Rua Cor de Rosa.





Cercado por ritmos e sinfonias, o baterista da banda, João Pinheiro, perdesse na sensação que a bateria lhe traz, sem camisa e desfrutando do seu cigarro, segue a performance com paixão e garra. É sentida a emoção que o instrumento lhe traz e sua cara não o esconde. Os sentimentos e emoções de dor que ele transporta para a atuação tornam-se evidentes quando escolhe fechar os olhos para deixar o corpo flutuar entre a sua execução sinfônica.

Entre troca de palavras, o público e a banda interagiam. Quando a euforia se instalava na sala, era habitual ver as pessoas a serem levantadas no meio da multidão. O regresso de Cassete Pirata ao Music Box era um evento avidamente esperado pelos seus fãs, onde a audiência mostrava a sua dedicação com o conhecimento de todas as letras dos êxitos que o grupo tocava. “Vejo caras neste concerto que vi no nosso primeiro concerto no Music Box, caras familiares, que bom!”, comentário expresso pelo vocalista da banda, agradecendo aos espectadores a sua energia fervorosa, idealizando um bom ambiente.


Já no final do concerto, o grupo que acabara de sair do palco, rapidamente voltou ao ritmo da música “Outro Final Qualquer”, cantada e solicitada pelos fãs, um momento íntimo entre os artistas e a audiência, que marcou a atuação pela positiva.