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A ACENDER A PAIXÃO PELA BATERIA E PERCUSSÃO EM PORTUGAL

  • José Luís Dias

Gonçalo Ribeiro e o 12º Festival Porta-Jazz

O 12º Festival Porta-Jazz já passou e LusoDrums esteve presente onde juntamente com todos os bateristas envolvidos, realizou algumas entrevistas! Infelizmente não conseguimos com o Gonçalo Ribeiro, devido a conflitos de horário mas pedimos que respondesse as perguntas por escrito.

O Gonçalo apresentou-se no sub palco do Teatro Rivoli com o Ensemble Robalo/Porta-Jazz no dia 5 de Fevereiro do Bloco 4, juntamente com Leonor Arnaut na Voz, João Almeida no Trompete, Eurico Costa e Nuno Trocado na Guitarra e por fim João Fragoso no Contrabaixo.

Gonçalo Ribeiro - Bateria.


[LD] DE ACORDO COM AS SUAS EXPECTATIVAS, COMO CORREU O CONCERTO?


Acho que o concerto foi positivo! Foi um enorme desafio, tínhamos apenas dois ensaios marcados, com música original de cada membro e a maior parte dos músicos envolvidos nunca tinham tocado juntos anteriormente. No entanto, são músicos super criativos, honestos e cheios de ideias frescas para partilhar, que tornaram este processo natural e muito enriquecedor.

[LD] JÁ TINHA TOCADO ANTERIORMENTE NO RIVOLI?

Toquei na 10 edição do Festival da Porta jazz, com o ESMAE Jazz Ensemble no café concerto.


[LD] ENQUANTO MÚSICO, COMO SURGIU O JAZZ NA SUA VIDA? FOI POR PAIXÃO OU DESAFIO?


Diria que foi por desafio, onde mais tarde se tornou paixão. Na altura , quando tive que escolher algum curso no 10° ano, surgiu a oportunidade de entrar para um curso profissional de jazz. Não pensei duas vezes! Não porque gostasse de jazz (mal conhecia), mas porque me oferecia aulas de bateria, combo e, ao mesmo tempo as cadeiras obrigatórias do ensino secundário. A paixão surgiu posteriormente e não foi imediata!


[LD] COMO SE SENTE POR FAZER PARTE DO CARTAZ DA 12ª EDIÇÃO DO FESTIVAL PORTA JAZZ?

É um privilégio fazer parte desta comunidade e partilhar palco com tantos músicos incríveis. A Porta-Jazz dedica um esforço enorme neste festival e noutros projetos ao longo do ano, que têm de ser reconhecidos e valorizados.

[LD] ENQUANTO BATERISTA,CASO SEJA POSSÍVEL QUANTIFICAR, QUANTO DO SEU TRABALHO É TEÓRICO E QUANTO É PRÁTICO?

Para mim depende um bocado da fase, mas diria que há um equilíbrio. Acho importante ter uma base teórica forte e organizada para depois a prática ser mais produtiva e eficiente. Mas claro, o ideal seria ser sempre assim, o que não acontece.. tenho fases que a motivação para estudar na bateria não é muita, então dedico-me mais a ouvir, analisar e transcrever coisas que gosto, vice versa.