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A ACENDER A PAIXÃO PELA BATERIA E PERCUSSÃO EM PORTUGAL

  • Renata Pinho

Entre rock experimentalista e psicadélico: The Rite of Trio e 10 000 Russos.


Fotos por José Dias / Edição Sequência por Paulo Lopes


The Rite of Trio apresentou-se, no passado dia 6 de março na Sala Estúdio Perpétuo, onde são realizados, regularmente, concertos com organização de Saliva Diva, editora situada no Porto, perto do Jardim do Marquês.


O trio portuense, The Rite of Trio viaja entre o rock experimentalista e progressivo, com recurso a instrumentos como a bateria, guitarra elétrica, contrabaixo e baixo elétrico. Um espetáculo inebriante que nos seduz, imediatamente, através dos figurinos escolhidos para o concerto.


Uma atuação que submete o espectador a emergir o seu “6º sentido” daquilo que faz parte da realidade humana, um percurso distópico e frenético, onde o trio musical insiste em elevar o público para aquilo, que talvez seja um mundo espiritual e psicológico.


Sinistro, selvagem e hipnotizante… A sala é emersa pela sonoplastia: o chilrear dos pássaros, ruído, o sino da igreja, gritos, metal… Algumas dúvidas que o público possa enfrentar, rapidamente são objeto interpretativo durante o ato performativo da banda.


Pedro Melo Alves, baterista da banda, mostra-nos o porquê de ser considerado um dos melhores bateristas, em termos de criatividade. Durante todo o concerto, sentimos o conjugado do jazz, o rock experimental e progressivo que junta eletrónica e teatro, num instrumento que se torna versátil ao ser aludido como forma de explorar e criar inusuais sons e vibrações com diferentes objetos, como correntes que durante uma fração deste enredo musical se tornam baquetas.


Uma atuação desconcertante e atrativa ao mesmo tempo, montanha-russa de emoções, para onde o trio consegue transportar o seu público, descobrindo as várias funcionalidades dos seus instrumentos através da percussão empregue em múltiplos contextos.




Fotos por José Dias / Edição Sequência por Paulo Lopes


Seguiu-se a banda 10.000 Russos, que atuaram logo depois. Autores de performance sonora que engloba post-punk e industrial, fundem-se num ritmo constante entre o psicadélico e elíptico.


João Pimenta, baterista da banda, criou uma boa sintonia juntamente com o grupo, sempre a um ritmo constante, forte, onde é sempre motivado pelo rock e o psicadélico, um movimento já bastante conhecido dos três músicos que constituem o grupo.


Um ambiente de confraternização e o gosto pela música de género rock alternativo, experimentalista e psicadélico, despertaram o interesse e trouxeram à Sala Perpétuo Socorro, o público local.